Números apresentados em evento sobre as perdas de água tratada no Brasil revelaram que o déficit de saneamento no País representa hoje R$ 268 bilhões.

Como conseqüência os R$ 8,9 bilhões de investimentos anuais previstos para a universalização dos serviços em 20 anos já equivalem a R$ 13,4 bi/ano.

Entre 2001 e 2007 o setor recebeu investimentos na ordem de R$ 23,8 bi em valores correntes ou R$ 28,6 bi atualizados pelo IPCA, que é o índice oficial de inflação.

valores investidos no País

 

A média nacional de perdas ou desperdício de água tratada no Brasil é de 39%. Caso seja reduzida para 20%, o ganho para o setor de saneamento será na ordem de R$ 4,4 bi, ou seja, o equivalente ao montante investido anualmente desde 2001. Tomando como exemplo a maior empresa de saneamento da América Latina  – SABESP – a companhia registrou em 2008 perda de faturamento na ordem de 28% e perdas micro medidas (físicas) de 34%.

 

Em cifras essas perdas significam R$ 2,2 bi pelo ralo. Porém, para universalizar os serviços no Estado de São Paulo, a meta da empresa é investir R$ 17 bi até 2018, dos quais R$ 3,2 bi serão aplicados na redução das perdas.

 

O Trata Brasil entende que para universalizar os serviços os recursos públicos deveriam ser alocados prioritariamente na expansão do atendimento à população. Já para reduzir perdas, que é caso de gestão, medidas poderiam ser adotadas com recursos oriundos de outros cofres e não do público, como por exemplo, de parcerias com a iniciativa privada, modelo que a própria operadora paulista já adotou em contratos de recuperação de águas não faturadas.

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