Esgoto a céu aberto, sem tratamento. Essa realidade faz parte da vida de brasileiros por todo o país. Cenas que deixam mais evidente a falta de saneamento básico. Algo que muita gente nem sabe o que é. De uma pesquisa feita em 79 cidades, 31% dos entrevistados não souberam responder à pergunta. A pesquisa ouviu 1.008 pessoas. Em uma questão específica sobre o termo, na qual os entrevistados poderiam indicar mais de um tipo de serviço dentro do conceito, as cinco respostas mais mencionadas foram: serviços de esgoto (54%), serviços de água (28%), coleta de lixo (15%), limpeza pública (14%) e pavimentação (8%). A citação ao esgoto ficou em primeiro lugar em todas as regiões do País, seguida de serviços de água, que só na região Nordeste ficou em terceiro lugar, atrás de limpeza pública. 

O anúncio da pesquisa “Percepção da População sobre Saneamento Básico” realizado esta semana pelo Instituto Trata Brasil, no auditório Ibope, em São Paulo, foi acompanhado pela Pastoral da Criança de São Paulo, representada pela coordenadora de São Paulo,  Maria do Rosário Gazolla, da Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais (AESBE), com a presença do diretor executivo Walder Suriane, e da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), representada pela executiva de imprensa Leila Reis.

Apesar dos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Ministério das Cidades) indicarem que apenas metade da população têm acesso a esgoto, 77% das pessoas acreditam que estão ligadas à rede pública. Essa percepção é maior nas cidades do Sul (87%) e do Sudeste (84%).  “Como os dados oficiais indicam que esta porcentagem é menor, percebe-se que a população acredita que o esgoto de seu domicílio é ligado à rede municipal de esgoto, quando na verdade não é”, afirma Raul Pinho, presidente executivo do Instituto Trata Brasil. 

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