Em Várzea Grande, município localizado na micro-região de Cuiabá (MT) apenas 10% das residências possuem esgotamento sanitário. Em entrevista à imprensa local, divulgada esta semana, o diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto municipal (DAE/VG), Jeverson Missias, disse que a evolução desses números é muito pequena e esses resultados refletem a falta de investimentos em saneamento e a necessidade de correr para reverter esse cenário. “Buscamos a liberação das obras do Programa de Aceleração para o Crescimento que estão paralisadas, pois com elas, aumentaremos para 30% a quantidade de residências com saneamento. Isso quer dizer que não estamos investindo somente em esgoto e água tratada, saneamento é uma questão de justiça social”.

Segundo ele, os trabalhos para ampliar o sistema de saneamento básico iniciaram em 2007, desde então já está concluído um Reservatório Apoiado (RAP), com capacidades para seis milhões de litros de água e 93 quilômetros de rede de água, atendendo 40% da população. Já as obras que hoje estão paralisadas beneficiarão 60% da população de Várzea Grande.

Mas o problema, de acordo com Missias, estará na manutenção desse sistema de saneamento. O relatório de gerenciamento comercial do DAE aponta um déficit muito grande, ou seja, boa parte da população é resistente com a quitação da conta de água. “Se olharmos qualquer pesquisa no Brasil, vemos que o número de celulares é superior ao da população brasileira. A média das contas desses celulares é de R$ 65, enquanto a taxa mínima de água é de R$ 15. O que achamos é que falta um pouco ao setor, a discussão entre operadora e população, para mostrar e buscar um entendimento sobre a importância da água. Não quero somente discutir números, também queremos discutir a qualidade e eficiência desse serviço. O aumento da interlocução com a população e a oferta dos serviços que ela quer receber, com certeza, aumentaria a disposição para pagar; como acontece com outros serviços”. População de Várzea Grande: 248.728 mil habitantes.

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