O número de doenças relacionadas à falta de saneamento básico adequado vem crescendo na Região Metropolitana de São Paulo – o que fica claro quando ocorrem enchentes. Nos bairros periféricos, são registrados surtos de hepatite A e de doenças diarreicas. A contaminação pode acontecer pelo contato com água poluída, com urina, fezes humanas ou de animais, por bactérias ou vírus. Doenças transmitidas por água são responsáveis por mais de 63% das internações pediátricas no Sistema Único de Saúde (SUS) no verão, de acordo com o infectologista Artur Timerman, do Hospital Albert Einstein e do Instituto Trata Brasil.

Grave exemplo é a situação do Jardim Romano e adjacências, na zona leste, cujos moradores convivem há uma semana com água misturada com esgoto. É grande o risco de contrair leptospirose, hepatite A, diarreia, febre tifoide. Aquilo tudo é um esgoto a céu aberto. Essas pessoas precisavam tomar vacina contra hepatite, antibiótico contra leptospirose. Mas parece que isso não está acontecendo, alerta Timerman. Clique aqui e leia a entrevista com o especialista no jornal O Estado de S. Paulo.

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