A Copa do Mundo de 2014 terá 94% dos R$ 5,342 bilhões para reformas e a construção de estádio bancados com dinheiro público. O BNDES disponibilizará R$ 3,427 bilhões, sendo que só R$ 175 milhões devem ser tomados por entidades privadas. Além do dinheiro do BNDES, os Estados ainda prevêem investir, com recursos próprios, quase R$ 1,6 bilhão nas arenas. Dos investimentos para as obras de mobilidade urbana – R$ 12,67 bilhões – pouco mais de 67% virão do financiamento da Caixa ou do BNDES. A informação é do Ministério do Esporte.

Para quem não lembra, em 2007, ao anunciar a Copa no Brasil, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, disse que esse seria o Mundial da “iniciativa privada”.  Agora é oficial: o dinheiro público bancará as obras dos estádios, enquanto quase 100 milhões de brasileiros não tem acesso à rede de coleta de esgoto. Qual a prioridade? Investir bilhões em estádios, que provavelmente ficarão sem manutenção após o fim do Mundial, ou aplicar essa verba de forma séria e eficiente num programa abrangente de Saneamento Básico?

Em tempo: as 12 cidades sede do Mundial precisariam juntas de investimentos de cerca de R$ 7 bilhões para a universalização do saneamento básico.

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