Sol, mar e água fresca. Esse é o sonho mais comum dos brasileiros quando chega o verão. Nem mesmo o trânsito é capaz de nos impedir de ir passar o final de semana na praia. E o reveillon, então? Nem se fala, começar o ano pulando as sete ondinhas é essencial! O problema, porém, é que não é só você e seus amigos que sonham com isso. Muita gente, ou melhor, milhares de pessoas das cidades metropolitanas, também sonham com isso.  E o resultado é uma imensa migração da população para as cidades litorâneas, que aumentam em muito o seu número de habitantes.

É claro que, apesar de já saber que isso acontece todo o verão, as cidades litorâneas não estão preparadas para receber tanta gente, e ai, o que acontece? Falta água e sobra muito lixo nas ruas. Só nas ruas? Não, nas areias e no mar também. E não só porque as pessoas ainda não criaram o hábito de levar sua sacolinha para a praia pra jogar o seu lixo, mas porque há um déficit na coleta e tratamento de esgoto nessas cidades, e o esgoto das residencias, bares, hotéis e outros estabelecimentos acabam sendo lançados diretamente no mar, poluindo e tonando -o impróprio para o banho.

O resultado desse cenário você já conhece: os banhistas são expostos a bactérias, vírus e protozoários. As crianças e os idosos são os mais atingidos. A doença mais comum associada a água poluida é a gastroenterite, que causa enjôo, vômitos, dores de cabeça e febre. Se o mar estiver muito poluido o grave fica mais grave: desinteria, hepatite A, cólera e febre tifóide.

Portanto, olho aberto: se você pretende passar os finais de semana ou o reveillon na praia, verifique as condições da mesma antes de dar um mergulho, afinal, ninguém quer perder a viagem por causa de uma infecção.

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