Recife é a 69ª cidade do ‘Ranking de Saneamento’ (base SNIS 2011), estudo que avalia a situação do saneamento básico nas cem maiores cidades brasileiras, realizado pelo Instituto Trata Brasil, e uma das cidades-sede da Copa.  A Região Metropolitana do Recife (RMR) foi cenário do jogo entre Estados Unidos e Alemanha nessa quinta, 26, mas amanheceu alagada, o que dificultou a chegada dos times e torcedores à Arena Pernambuco.

Apesar da atípica quantidade de chuva, correspondente a 25% do previsto para todo o mês de junho, os alagamentos são evitáveis se a cidade é preparada com um bom saneamento básico, que engloba a drenagem urbana. Analisando a situação de Recife quanto aos outros itens que correspondem o saneamento básico, como esgotos, por exemplo, a situação ainda é deficiente; no ‘Ranking do Saneamento’,  apenas 35,54% da população era atendida com redes de esgoto. Quanto ao tratamento, 35,54% dos esgotos eram tratados.

A baixa coleta e tratamento de esgotos atrai doenças de veiculação hídrica, o que causa transtornos para todo o município, principalmente nas cheias com as fortes chuvas, quando os esgotos se misturam e invadem a casa dos moradores. Em 2011, dados do estudo “Esgotamento Sanitário Inadequado e Impactos na Saúde da População”, do Instituto Trata Brasil, revelou que Recife registrou 44 casos de internações hospitalares por diarreia, perfazendo R$ 21 mil de custo para os cofres públicos.

A partir destes dados, pode-se concluir a imprescindível necessidade da universalização do saneamento básico no município. A capital do Pernambuco possui população de 3,7 milhões de pessoas, é uma das cidades-sede da Copa que representa o país, e é o centro da quarta maior área urbana do Brasil.

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Arena Pernambuco (Foto: Portal da Copa)
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