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Há tempos o Instituto Trata Brasil debate sobre o atraso das obras de saneamento e os prejuízos que elas trazem ao país; universalizar o saneamento em 20 anos, como prevê o PLANSAB (Plano Nacional de Saneamento Básico), é uma tarefa quase impossível na atual conjuntura e evolução do setor no Brasil. Desta vez, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) publicou um relatório que vai de encontro com o pensamento do Trata Brasil: não teremos a universalização do saneamento até 2050, no mínimo. O relatório foi alvo de reportagem da Folha de S. Paulo nesta segunda-feira (11).

Para Édison Carlos, presidente-executivo do Instituto Trata Brasil, essa demora é fruto de um atraso histórico e falta de investimentos. “Com o crescimento da população e das cidades, foi ficando cada vez mais difícil lidar com a saúde pública e com o crescimento de determinadas áreas prejudicadas. Essas obras possuem um alto custo, e são de extrema importância, pois, são elas que podem causar um impacto positivo para o saneamento”.

De acordo com a Lei do Saneamento, todas as cidades devem ter um plano municipal sobre os serviços de água, coleta e tratamento dos esgotos, sendo assim, a lenta expansão das redes de água e de coleta e tratamento de esgoto, bem como a baixa qualidade dos serviços, trazem severas implicações para a saúde da população e para o ambiente.

Ainda para Édison, tivemos avanços significativos nos últimos anos, mas ainda temos que persistir para conquistar a universalização desses serviços.

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