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O saneamento básico evoluiu no Brasil de 2007 para cá, o país ganhou muito com a sanção de leis e diretrizes para o setor, mas, ainda, temos um claro déficit dos serviços de água e esgoto nas áreas irregulares espalhadas pelo país. Ao todo temos mais de 100 milhões de brasileiros vivendo sem os serviços de coleta dos esgotos e menos de 40% dos nossos esgotos são tratados, sendo despejados de maneira irregular nos rios, córregos e praias.

A carência de redes de distribuição de água potável, ligada à falta de coleta e de tratamento de esgoto, cria um ambiente  propício ao desenvolvimento de doenças graves, como a diarreia, hepatite A, verminose e outros.

De acordo com Édison Carlos, presidente executivo do Instituto Trata Brasil, as regiões mais afetadas são Norte e Nordeste, onde há altos índices de internações por doenças ligadas à falta de saneamento.  “Muitos bairros brasileiros ainda convivem com valas negras em frente as casas dos moradores e milhares de crianças brincam nas ruas todos os dias, tendo um contato imenso com estas valas. O que mais surpreende no esgoto é o seu poder destruidor, sua capacidade de atuar em todo o território nacional e de se infiltrar em todos os níveis da sociedade”.

Ainda para Édison, a sociedade deve se unir e cobrar de seus governantes um olhar mais atento e investimentos prioritários na coleta e tratamento de esgoto devem ser feitos para garantir qualidade de vida a nossa população e, principalmente, as nossas futuras gerações.

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