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O estudo publicado pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a Reinfra Consultoria, e apoio institucional da Comissão de Saneamento da OAB, “Ociosidade das Redes de Esgoto”, apontava que mais de 3 milhões de brasileiros tinham disponíveis as redes de esgotos para se interligarem, mas não faziam. Além da falta de vontade política em resolver o problema no país, a ociosidade das redes de esgoto também soma-se aos tradicionais empecilhos e travam a universalização do saneamento no Brasil.

Diante a este problema enfrentado pelas companhias de saneamento básico, a Sabesp (Empresa de Água e Esgoto do Estado de São Paulo) deu o primeiro passo para avançar neste assunto. A partir desta segunda-feira, 1 de fevereiro, entra em vigor medida que pretende negar novas ligações de água em lugares que não estejam conectados com a rede coletora de esgoto em São Paulo. O foco principal dessa ação é conscientizar e estancar o esgoto que é lançado irregularmente no ambiente.

De acordo com o estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil, entre os principais motivos para que o brasileiro não regularize seu esgoto estão o desconhecimento sobre a situação do próprio imóvel e os custos da obra para fazer a conexão regular de esgoto que exige em despesas básicas para que a obra seja concluída. “Há uma indiferença de muitas pessoas quanto à necessidade de conectar suas casas na rede de esgoto. O problema é que quando a rede de esgoto está disponível e a pessoa não se conecta, ela está causando um dano coletivo”, explica Édison Carlos, presidente executivo do ITB.

Muitos desses lugares possuem legislação que torna obrigatória a conexão a rede de coleta de esgoto, mas em vários não há fiscalização ou aplicação das punições. Ainda para o ITB, as empresas de saneamento básico em todo o país precisam investir em campanhas de informação e de educação ambiental nas escolas, cobranças de tarifas quando há serviço na rua – mesmo se não houver ligação – e incentivo econômico à população de baixa renda para realizar as ligações seria um grande passo para a ampliação desses serviços.

Veja o estudo do ITB sobre a “Ociosidade das Redes de Esgoto” aqui: http://www.tratabrasil.org.br/datafiles/estudos/ociosidade/release.pdf

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