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O Brasil é um grande cenário cultural e social, de um lado temos enormes edifícios, casarões que estão localizados nos bairros nobres das capitais, de outro temos áreas ocupadas, localizados em áreas de proteção ambiental, tal como nas margens de rios, estuários, encostas e topos de morro e são exatamente essas áreas que correm o maior risco de permanecerem sem serviços básicos.

 A carência do saneamento básico atinge a todos, mas é certo que os maiores impactos estão nas famílias de baixa de renda. Se já existem dificuldades de implantar serviços de abastecimento de água e coleta de esgoto em grandes municípios, quando se trata de áreas irregulares, os desafios são ainda maiores, mesmo em áreas que já existem há décadas.

De acordo com o último levantamento feito pelo Instituto Trata Brasil, (maio 2016), nas 100 maiores cidades do país cerca de 90% dos esgotos de áreas irregulares não são coletados e nem tratados. Os serviços de água geralmente não chegam a essas localidades, e o estudo detectou que nestes 100 maiores municípios parte do  abastecimento é fruto de furtos de água.

Diferente das regiões ricas das cidades, essas áreas não possuem garantia de regularização, a água não é tratada, o lixo não é recolhido, existem ligações clandestinas que podem contaminar a água, o esgoto permanece a céu aberto em frentes às casas, gerando contato direto com crianças, adultos e animais causando severas implicações para a saúde como doenças gastrintestinais e outras.

O país ainda precisa caminhar para o alcance dos objetivos e metas para a melhoria do desenvolvimento humano no País. Dentre os desafios a serem superados encontra-se a melhoria das condições de vida das pessoas residentes em áreas irregulares, como favelas e outros tipos de ocupações, especialmente frente à ausência ou insuficiência dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário causando impactos à saúde pública dessas populações vulneráveis e ao meio ambiente.

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