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Hoje, dia 7 de abril é comemorado o Dia Mundial da Saúde. Momento para refletir sobre a situação desde cenário nosso país e buscar soluções para os problemas a ele relacionado.

A falta de saneamento básico no Brasil deixa a população exposta a vários riscos à saúde humana.  Segundo a pesquisa “Relação das Doenças nas 10 Melhores e 10 Piores cidades” realizada pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados, conecta doenças (diarreia, leptospirose, dengue e etc) com os sistemas de água e esgoto inadequados e as deficiências com a higiene causam a morte de milhões de pessoas todos os anos nas melhores e piores cidades no Ranking de Saneamento 2017.

Os 10 piores municípios apresentam uma população acima de 6,7 milhões de habitantes, porém, mais de 5,2 milhões deles não possuem coleta dos esgotos (77,68%), e, em média, apenas cerca de 11,49% dos esgotos gerados nestas cidades são tratados. Em contrapartida, nas 10 melhores cidades a população é de mais 4,3 milhões e somente cerca de 142 mil (3,25%) não possuem acesso à coleta dos esgotos e, em média, 91,36% dos esgotos gerados são tratados.

A transmissão dessas doenças nas piores cidades do Ranking (Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Várzea Grande, Gravataí, Manaus, Macapá, Porto Velho, Santarém, Jaboatão dos Guararapes e Ananindeua), possui maior incidência. No Brasil, as doenças de transmissão feco-oral (diarreias, febres entéricas e hepatite A) foram responsáveis por 87% das internações causadas pelo saneamento ambiental inadequado no período de 2000 a 2013 (IBGE, 2015).

Além de oferecer altos riscos de mortalidade, este cenário também representa muitos gastos financeiros em saúde pública. Segundo a Organização Mundial da Saúde cada R$ 1 investido em saneamento gera economia de R$ 4 na área de saúde. Ou seja, o saneamento e a saúde estão totalmente entrelaçados e uma das soluções que o governo poderia buscar para resolver os problemas da área da saúde no país seria investir no saneamento básico, que acima de tudo é um dos direitos do cidadão.

É necessário maior integração entre os setores de Saúde e Saneamento Básico, de maneira a compatibilizar os objetivos, metas e ações, de forma a reduzir a morbidade e mortalidade das doenças em que o saneamento básico inadequado é um dos fatores relevantes, além disso, engajamento dos municípios, dos governos e da sociedade para o alcance das metas e objetivos de desenvolvimento sustentável estabelecidos pela ONU, tais como o acesso universal e equitativo ao abastecimento de água e ao esgotamento sanitário, e o combate a doenças transmitidas pela água e principalmente, maior participação da sociedade nas questões relativas à saúde, meio ambiente e saneamento básico, bem como fortalecimento do controle social do setor de saneamento nos municípios.

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