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Nos últimos anos, o Brasil verificou um avanço significativo no saneamento, mas o país ainda está muito atrasado em termos internacionais. Tanto o acesso à água tratada quanto aos serviços de esgotamento sanitário estão aquém dos observados por nações com padrões de desenvolvimento econômico semelhante. Isso implica prejuízos à qualidade de vida da população e à economia do país.

Os dados comparativos internacionais organizados pela UNICEF e pela Organização Mundial da Saúde (UNICEF/OMS, 2015) colocam o Brasil numa posição relativamente boa no que diz respeito ao acesso a água, o país é o segundo melhor da América Latina, em uma lista com outros 23 países.

As águas provenientes de redes de canalização, de poços ou torneiras públicas, de poços artesianos ou de sistema de coleta de água da chuva são consideradas minimamente satisfatórias para o consumo humano. Dados do estudo “Benefícios econômicos e sociais da expansão do saneamento no Brasil – 2017”, realizado pelo Trata Brasil revela que, em 2015, 98,1% da população brasileira tinha acesso a águas provenientes de alguma dessas fontes, um índice melhor que o da média mundial que se encontrava em 91,0% da população.

Apesar do avanço obtido nos últimos dez anos, a população sem acesso aos serviços de água tratada ainda era grande em 2015: 39,7 milhões de brasileiros não tinha água tratada em suas residências, o que correspondeu a 16,7% da população do país. A situação era relativamente pior nas regiões Norte e Nordeste do país, onde 43,1% e 26,6% dos habitantes não tinham acesso aos serviços de abastecimento de água em suas residências.

Pelos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS – ano base 2015), o país ainda tinha 34 milhões de brasileiros sem acesso à água, isso significa que temos um enorme desafio para que o saneamento básico chegue a todos os brasileiros.

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