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Imagem via web

O Instituto Trata Brasil em parceria com  Rede Brasil do Pacto Global, Braskem e Sanasa, lançaram estudo que avalia o impacto da perda de água nos sistemas de distribuição nas Bacias do PCJ. O diagnóstico busca mostrar a relevância de se controlar as perdas de água nos sistemas de distribuição como forma de abrandar um possível estresse hídrico nas bacias hidrográficas brasileiras, tendo como exemplo a bacias do PCJ, que  foi escolhida devido à importância econômica da região, que responde por cerca de 7-8% do PIB nacional, mas também pelo alto grau de capacidade técnica e de gestão de seus municípios, do Consórcio e da Agência Reguladora local.

As perdas de água se dividem em perda real ou física, ou seja, os vazamentos nas adutoras, redes de distribuição, reservatórios e ramais prediais, e também em perdas não-físicas ou aparentes, que são os roubos / fraudes (“gatos”), ligações clandestinas, erros de medição, entre outras. O que podem resultar em inúmeros prejuízos, não apenas para o bolso do consumidor, mas também voltados à saúde. Tanto as perdas de água física quanto as de faturamento atrasam ainda mais a situação do saneamento básico no país, além de desperdiçar a água que desde a crise hídrica, é escassa.

De acordo com o estudo das Bacias, a média das perdas no sistema de distribuição do país, em 2015, foi de 36,7%, de acordo com o Ministério das Cidades – Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS). São 74 municípios e população de 5,6 milhões de pessoas, sendo que 69 dos municípios estão em São Paulo e 5 em Minas Gerais.

O estudo das Bacias do PCJ, mostra que, em 2015, nesse conjunto de cidades foram perdidos 182 milhões de m³ de água por vazamentos, fraudes, roubos ou problemas de medição. Esse volume seria suficiente para abastecer metade dos moradores da mesma bacia (2,7 milhões de habitantes).

Confira mais dados do estudo, clique aqui.

 

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