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Nos últimos 10 anos, o Brasil vivenciou um avanço significativo no saneamento, mas o país ainda está muito atrasado. Tanto o acesso à água tratada quanto aos serviços de esgotamento sanitário estão aquém dos observados por nações com padrões de desenvolvimento econômico semelhante. A ausência desses serviços implica prejuízos à qualidade de vida da população, demais setores da sociedade, universalização e também para a economia do país.

A despeito dos inegáveis avanços do saneamento básico no Brasil, o número de brasileiros sem acesso a esses serviços ainda é enorme e o desafio da universalização é cada vez maior. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), ano base 2015, atualmente, 34 milhões de brasileiros não têm acesso à água tratada e mais de 100 milhões não são contemplados com coleta dos esgotos.

O último estudo produzido pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a Sabesp, Benefícios Econômicos e Sociais da Expansão do Saneamento Básico no Brasil, mostra que a universalização dos serviços de água e esgoto no Brasil poderia gerar impactos positivos, como aumento da produtividade de trabalho – o que resulta em menos pessoas faltando no trabalho devido a doenças -, melhor índice de educação nas escolas, valorização imobiliária e preservação ambiental refletindo também no desenvolvimento do turismo em algumas cidades.

Numa projeção desenhada no estudo, em vinte anos (2015 a 2035), considerando o avanço gradativo do saneamento básico no Brasil, o valor presente da economia com saúde, seja pelos afastamentos do trabalho, seja pelas despesas com internação no SUS, deve alcançar R$ 7,2 bilhões no país.

A universalização do saneamento básico, em especial dos serviços de coleta e tratamento de esgoto, é urgente para que esse panorama mude, a fim de melhorar a saúde da população e para diminuir os gastos com internação por essa enfermidade, e principalmente a mortalidade.

Confira estudo completo, clique aqui.

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