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A falta de saneamento é um dos problemas que temos que enfrentar diariamente, ainda mais nas áreas irregulares espalhadas por todo país. Um dos principais problemas que a ausência desses serviços acarreta são as doenças causadas pela falta de tratamento de água e esgoto a céu aberto.

Entre uma das mais severas doenças transmitidas está a leptospirose, esta patologia está relacionada a locais com saneamento precário onde os roedores se proliferam, como locais perto de córregos, aglomerados subnormais.

Estudo de doenças – Leptospirose

Paralelamente ao Ranking do Saneamento desse ano, o Instituto Trata Brasil elaborou um diagnóstico de algumas doenças de veiculação hídrica – diarreia, dengue e leptospirose – nas 10 melhores e 10 piores cidades em saneamento, com base nas classificações do Ranking 2017.

O diagnóstico fez comparações entre a incidência de casos de doenças nas melhores cidades e as piores como forma de mostrar que um melhor acesso aos serviços de água e esgotos realmente afastam grande parte das doenças da água poluída.

Nos 10 piores municípios em saneamento ocorreram juntos 1.124 internações por leptospirose, enquanto nas 10 melhores cidades, houve 212 (5,3 vezes menos que nas 10 piores). Já o número de casos notificados de leptospirose nessas cidades foi de 1.657 (10 piores) contra 433 (10 melhores), ou seja, 3,8 vezes menos casos notificados para o conjunto de municípios com melhores indicadores de saneamento.

O estudo foi feito especificamente para esse conjunto de 20 cidades por serem as situações extremas de avanços e desafios para a universalização dos serviços.

Para os dados de morbidade hospitalar, os indicadores extraídos foram internações, valor médio internações e óbitos (para os 3 tipos de leptospirose: leptospirose icterohemorrágica, outras formas de leptospirose e leptospirose não especificada).

Já para as notificações de casos, o período analisado foi de 2007 a 2015, obtendo-se como conteúdo os casos confirmados. A coleta dos dados para o período considerado (2007-2015), foi realizada selecionando-se em separado os valores para o ano de 2007, depois, os valores para os anos de 2008 a 2015.

Confira o estudo na íntegra, clique aqui.

 

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