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Vivemos anos de crise com a geração de empregos no Brasil e o número cresce a cada ano. De acordo com dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, atualmente o desemprego atinge cerca de 14,2 milhões de pessoas no país, situação preocupante não apenas para a população.

De acordo com dados do estudo “Benefícios Econômicos Saneamento Básico” realizado pelo  Instituto Trata Brasil, o saneamento básico é capaz de aumentar a geração de empregos no país, não apenas em postos de trabalho, mas também na diminuição de profissionais faltantes nas empresas devido à afastamentos por doenças gastrintestinais e outras derivadas da falta de serviços básicos de tratamento de água e esgoto.

INVESTIMENTOS – GERAÇÃO DE EMPREGOS

Analisando-se o período de 2005 a 2015, o estudo mostrou que o país investiu, em média, R$ 9,264 bilhões por ano. Esses investimentos foram feitos em obras de manutenção e expansão das redes de água e esgoto nas cidades brasileiras, sustentaram quase 142 mil empregos anuais e geraram R$ 11,025 bilhões / ano de renda na economia brasileira.

Isso significa que, nesse período 2005-2015, cada R$ 1.000,00 investido em obras de saneamento gerou uma renda na cadeia produtiva da construção civil de R$ 1.190,00 na economia, uma relação que mostra o efeito multiplicador de renda dos investimentos em saneamento, mesmo num período em que os investimentos foram baixos para as necessidades do país.

No mesmo período, as operações de água e esgotos no país obtiveram uma receita operacional total de R$ 39,5 bilhões, sustentaram um total de 340,4 mil empregos e geraram R$ 43,828 bilhões de renda anual na economia brasileira. Desses 340 mil empregos, 198 mil (58,2%) foram no Sudeste, 53 mil (15,6%) no Sul, 51 mil (15,1%) no Nordeste, 29 mil (8,4%) no Centro-Oeste e 9 mil (2,7%) no Norte.

Os ganhos advindos dos serviços de saneamento básico sobre a produtividade do trabalho, o que inclui a educação, equivale a um ganho de renda de R$ 4,1 bilhões por ano, na média do período de 2015 a 2035. Em vinte anos, o valor presente dos ganhos de produtividade deve atingir R$ 82,9 bilhões no país. Somente o retorno desses recursos para os governos já representaria uma fonte expressiva para a expansão dos serviços de água e esgotos.

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